| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Columbiformes |
| Família: | Columbidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Claravinae |
| Richmond, 1917 | |
| Espécie: | C. passerina |
A rolinha-cinzenta é uma ave columbiforme da família Columbidae.
Imortalizada na Canção de Waldemar Henrique:
A rolinha sinhô
Eh…
A rolinha, sinhá pégue,
mas não deixe chorar
a rolinha da beira-mar
que piou, piou,
no meu coração
e é do meu sertão
Então vôa vôa vôa
rolinha vôa de papo pro ar
vôa vôa vôa rolinha
vôa pra beira-mar.
Eh…
A rolinha sinhô
A rolinha, sinhá pégue,
mas não deixe chorar
a rolinha da beira-mar
que piou, piou,
no meu coração
e é do meu sertão
Então chóca chóca chóca
rolinha chóca na areia do chão
Chóca chóca chóca rolinha
chóca no meu sertão.
Seu nome científico significa: do (latim) columbina = referente à família Columbidae; e do (latim) passerina = referente ao gênero Passer, similar ao pardal. ⇒ Pombinha parecida com o pardal ou pombinha passarinho.
Mede entre 15,5 e 18 centímetros de comprimento e pesa entre 22 e 50 gramas. É uma das menores espécies de columbídeos das Américas e está entre as menores da família.
Apresenta o bico com a coloração variando entre o rosado e o amarelo-alaranjado com a ponta escura. Populações do sudoeste da Amazônia apresentam o bico todo escuro. A porção superior da ave apresenta coloração marrom pálida. As asas apresentam coloração marrom acastanhada com manchas escuras em tom vináceo. O dorso é claro e repleto de pequenos pontos escuros. A cabeça, pescoço e o peito são rosados suas penas apresentando o centro manchado de escuro que lhe dá uma aparência escamada. O ventre e crisso são de coloração rosada ou branco pardacento. A cauda é marrom escura e quase preta quando vista pela face inferior. (Hilty, 2003).
Tarsos e pés vermelhos.
Possui 19 subespécies reconhecidas:
(del Hoyo, J.; et al., 2014).
É granívoro. Alimenta-se predominantemente de pequenas sementes de gramíneas e de ervas daninhas.
Forma casais com ligações permanentes. Constrói ninhos frágeis e coloca nele 2 ovos. Reproduz quase o ano todo, mas o pico da sua reprodução acontece em resposta à maior disponibilidade de recursos alimentares. Os filhotes têm taxas de crescimento rápido e podem voar a partir de 11 dias após a eclosão dos ovos. O motivo é a necessidade dos adultos em produzir nova ninhada rapidamente. Esta espécie têm o potencial para produzir várias ninhadas por ano.
Espécie campestre que habita os lavrados, campos, matas secas, caatingas, matas de galerias, buritizais, savanas de cupim, fazendas e cidades.
Distribui-se em populações disjuntas desde o sul da América do Norte até a Amazônia Setentrional, em Roraima e no Brasil Centro-Oriental até o Nordeste. Apesar de sua relativamente alta taxa reprodutiva, esta espécie tem diminuído sua população em partes da América do Norte. A perdas do seu habitat para o desenvolvimento agrícola e residencial e para a degradação do habitat causada por incêndios e alterações na estrutura vegetal são a razão da sua diminuição populacional.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: